sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Opinião | A noiva do marquês - Tessa Dare

Olá! Hoje trago-vos a opinião do primeiro livro terminado em 2016, este é o segundo livro da trilogia "Castles Ever After" e segue a mesma linha do primeiro, com muito romance e divertimento à mistura.
Nome: A noiva do marquês
Autora: Tessa Dare
Editora: Topseller
Edição/reimpressão: 2015
ISBN: 9789898491336
Páginas: 304
Sinopse: "Ela tinha tudo o que uma donzela da sua posição podia querer: era linda e estava noiva do solteiro mais cobiçado da cidade. Um longo e desesperante noivado, porém, levou-a a querer romper o compromisso e a tomar as rédeas da sua vida.Clio Whitmore está noiva do Marquês de Granville há oito anos, mas ele está sempre ausente no estrangeiro, levando-a ao desespero por não se sentir desejada. Quando Clio herda um castelo que lhe proporciona independência financeira, decide romper o noivado e iniciar uma nova vida. Para tal, ela terá de convencer Rafe, irmão e procurador do Marquês, a aceitar o fim do noivado. Mas Rafe tem planos para a fazer mudar de ideias, organizando-lhe um casamento de sonho...
Ele começa com flores. Um casamento nunca tem flores suficientes... Ele diz-lhe que ela dará uma belíssima noiva… e tenta não imaginá-la como sua.
Como conseguirá Rafe convencer Clio a casar-se sem se deixar vencer pelos sentimentos que crescem dentro dele, e que são a cada dia mais fortes?
Ele não irá apaixonar-se pela única mulher que nunca poderá beijar nem dizer ser sua. Ou irá?"
Opinião: Se bem se lembram quando fiz a opinião do primeiro livro desta trilogia, gostei bastante dele, pelo que contava gostar tanto deste que acabou por não me desiludir, mas sim surpreender. Se gostei muito do primeiro livro desta trilogia, deste segundo gostei ainda mais.
    Este livro conta-nos a história de Clio Whimore que está noiva do marquês de Grandville, Piers, há oito anos. Durante todos esses anos ele limitou-se a manter-se ausente, alegando estar no estrangeiro em trabalho, mas oito anos é muito tempo e Clio começou a sentir que não era tão desejada quanto gostaria.
    No momento em que Clio descobre que herdou um castelo, decide que quer cancelar o noivado com Piers, uma vez que já possuiu todas as condições financeiras que precisa para manter-se solteira e feliz. O inesperado acontece quando Clio vai ao encontro de Rafe, irmão e procurador do marquês, e lhe pede que assine os papéis que a permitirão ser finalmente livre e feliz como ela tanto ambiciona. Ele não cede perante tal pedido e os dois fazem um acordo: ele tem uma semana para a convencer a querer manter o noivado, caso não consiga fazê-lo terá que assinar os papéis que libertarão Clio do noivado.
    Claro que uma semana passa a correr e no meio de tanta flor, tanta variedade de bolos e tantos vestidos bonitos que ele promete arranjar para fazer dela a noiva mais bonita e desejada à face da terra podem não ser suficientes para mover uma mulher do calibre de Clio: decidida e desejosa de alcançar o sucesso que tanto merece.
    Por um lado temos Clio, uma mulher decidida e com um desejo enorme de singrar na vida e que não dá grande importância ao que a maioria das mulheres da época davam, é também uma mulher com o coração do tamanho do mundo e por outro temos Rafe, pugilista, e com um passado pouco simpático que acabou por moldá-lo e fazer dele um homem frio e distante. O crescimento das nossas personagens é patente ao longo do livro, principalmente o de Clio que no final já conseguia dizer não e bater o pé quando as coisas não lhe agradam. Se inicialmente se limitava a aceitar as críticas pouco simpáticas da irmã mais velha e do seu cunhado, no final já a vemos debater-se sobre essas mesmas críticas.
    Sinceramente não dizer o que é que me cativou ainda mais neste livro do que no anterior, mas creio que foi mesmo as personagens tão distintas, mas que se completavam de uma forma tão bonita. Até existe uma personagem canina que me cativou desde o primeiro momento, adoro animais e quando metem os protagonistas dos livros com animais de estimação e com um grande amor por eles fico logo de coração cheio, confesso.
    Tessa Dare será certamente uma autora de referência para mim porque tem uma escrita que embora simples, nos cativa logo desde o primeiro momento. E depois tem a capacidade de criar momentos mais tensos e até íntimos, como no momento a seguir quebrar esses momentos com acontecimentos bem improváveis mas muito divertidos.
    Depois disto e de ter gostado ainda mais deste livro do que do anterior, decidi dar-lhe as 4,5 estrelas porque tinha que ter algo que diferenciasse este livro do outro na sua classificação, por isso decidi dar-lhe mais meia estrela.
"- Principalmente, sei o que é não ser apreciado. - prosseguiu Rafe. - Ter todos a apostar contra nós, a não contar connosco. E conheço a sensação quando por fim vencemos Quando entrar na igreja com o seu belo vestido, pelo braço de um dos mais importantes homens de Inglaterra, todas essas línguas viperinas serão reduzidas a cinzas. Acredite... - as suas mãos enormes apertaram-lhe os ombros. - O triunfo é doce. É mesmo muito doce."
Pág: 69
Classificação: 

Playlist:


Opinião do livro anterior:
E vocês, já leram algum livro desta autora?

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Top 5 | Séries publicadas em 2015 na minha wishlist

Olá! Estamos quase a terminar o mês de Janeiro, mas decidi ainda trazer o meu top 5 de séries que foram publicadas ao longo do ano de 2015 e que estão na minha wishlist e que queria muito ler este ano, não acredito que consiga ler todas, mas todas elas são séries que me interessam bastante e que não vou querer que me passem ao lado.

Duologia "Hopeless"

Depois da minha estreia com a Collen Hoover com Amor Cruel, decidi que queria ler mais livros da autora e esta duologia tem tido opinião tão mas tão positivas que é quase impossível não querer lê-la. Tenho lido por aí que se pode ler apenas um dos livros, sendo que o segundo muda apenas de perspetiva e é no ponto de vista do rapaz, por isso não sei até que ponto quererei ler os dois. Normalmente quando diferentes livros contam a mesma história, mudando apenas o ponto de vista, opto sempre por ler apenas um, mas veremos.

Saga "A seleção"

Esta série está - que penso que inicialmente era uma trilogia, mas passou a ser uma série (corrijam-me se estiver errada) - na na minha wishlist há tanto mas tanto tempo que eu ainda não sei como é que não li pelo menos o primeiro volume. Esta é daquelas histórias que eu tenho quase a certeza de que vou gostar, então queria muito ter primeiro os três volumes já editados em Portugal na minha mão e só depois partir para as respetivas leituras, vamos ver se consigo ler

Trilogia "Vingança"

Esta trilogia embora não muito falada, foi uma série que despertou o meu interesse pelas suas sinopses. Esta é do género erótico, um género literário que não agrada a todos, mas que gosto de ler uma vez ou outra quando me apetece uma coisa mais leve.

Trilogia "Freelancer"

Esta trilogia é uma estreia do autor português Nuno Nepomuceno que pelo que tenho visto tem feito as delícias de muitos leitores, inclusive de muito autores de bloggers. Com capas a puxar mais para o simples, gosto imenso e é uma trilogia que quero muito ler.

Trilogia "Entre mundos"

Por fim, tenho também muito interesse em ler a trilogia Entre Mundos, que tanto sucesso fez lá por fora e que foi editada na totalidade durante o ano de 2015.

E vocês, têm séries que foram publicadas o ano passado na vossa wishlist?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Opinião | A iniciação - Jennifer Armintrout

Olá! Parece que mais uma semana está a chegar ao fim, por isso desejo-vos a todos um bom fim-de-semana e que este seja recheado de boas leituras.
Nome: A iniciação
Autora: Jennifer Armintrout
Editora: 1001 mundos
Edição/reimpressão: 2010
ISBN: 9789895577446
Páginas: 334
Sinopse: "Eu não sou cobarde. Quero deixar isso bem claro. Mas, depois de a minha vida se transformar num filme de terror, passei a levar o medo muito mais a sério. Tinha-me tornado na Dra. Carrie Ames apenas há oito meses, quando fui atacada na morgue do hospital por um vampiro. Haja sorte. Por isso agora sou uma vampira e descobri que tenho um laço de sangue com o monstro que me criou. Este funciona como uma trela invisível, pelo que estou ligada a ele, independentemente daquilo que faça. E, claro, ele tinha de ser um dos vampiros mais malévolos à face da Terra. Com o meu Amo decidido a transformar-me numa assassina sem escrúpulos e o seu maior inimigo empenhado em exterminar-me, as coisas não podiam ser piores - só que me sinto atraída pelos dois. Beber sangue, viver como um demónio imortal e ser um peão entre duas facções de vampiros não é exactamente o que tinha imaginado para o meu futuro. Mas, como o meu pai costumava dizer, a única forma de vencer o medo é enfrentá-lo. E é isso que irei fazer. Com as garras de fora."

Opinião: Começo por dizer-vos que este livro inicia a saga Laços de Sangue, da qual só foram editados três livros em Portugal, sendo que o último não chegou a ver a luz do dia por cá.
    Este livro conta-nos a história de Carrie Ames que se tornou médica muito recentemente e tudo lhe corre bem até ao dia me que é atacada na morgue do hospital em que trabalha por um vampiro, Cyrus. Mas o pior mesmo é quando acorda passados uns dias e descobre que também se tornou vampira, pelo que aquele ataque foi mais do que um mero ataque, foi também uma transformação.
    Depois de se aperceber que também ela é agora uma vampira as complicações começam: a sensibilidade ao sol é grande e a sede de sangue é ainda maior, então Carrie depressa percebe que terá que repensar na sua vida e adaptar a sua antiga vida à nova o que implica deixar a sua profissão enquanto médica.
    O primeiro vampiro com o qual Carrie contacta não é o seu criador, mas sim Nathan, um vampiro que está filiado ao Movimento Voluntário de Extinção de Vampiros que tem como principal objetivo diminuir o número de vampiros existentes, principalmente aqueles que são criados por Cyrus, um ser malévolo, poderoso e muito procurado. A verdade é que Carrie não se identifica com a visão do movimento pelo que não pondera muito na oferta de Nathan em fazer parte do mesmo e assim não ser um dos seus alvos, contudo também não se identifica com as atitudes de Cyrus. Então é neste momento que Carrie se encontra num impasse porque no fundo não se identifica na totalidade com nenhuma das partes o que faz com que fique ali no meio sem saber ao certo o que fazer.
    Quando Carrie conhece Cyrus sente-se imediatamente atraída por ele, não fosse o laço de sangue de criador e transformada que os une irremediavelmente. É inevitável fugir ao sentimento que este lhes provoca, pois este permite que Cyrus lhe leia os pensamentos, saiba os seus anseios e por aí fora. Sinceramente achei um tanto ou quanto exageraos os extremos a que Carrie chegou devido a este laço de sangue, aquilo tudo a que se submeteu e deixou que Cyrus lhe fizesse sempre com a justificação que era devido ao laço de sangue.
    Quanto à história não vou revelar muito mais ou corria o risco de dizer mais do aquilo que é desejado, então resta-me apenas dizer que Carrie é uma inconstante, sempre a mudar de lado, mas também se revela uma inconstante quanto ao que sente e quer e é aqui que encontro uma das falhas no que toca a criação desta personagem que não se designa como cobarde mas que em vários momentos se comportou como tal. E depois tem aquela mania horrível de passar a vida a interrogar-se sobre as coisas, acabando por tornar-se repetitiva, mas apesar de tudo lá consegui gostar minimamente desta personagem.
    Gostei da escrita da autora, tão bela numas alturas e com descrições tão nuas e cruas noutras. E depois a autora presenteou-nos com um triângulo amoroso, que dão comigo em doida para que conste. Sinceramente, não sei como será a vida deste triângulo amoroso no resto da saga, mas espero sinceramente espero que não seja igual a este livro em que a Carrie andou sempre a saltar de lado para lado.
    E depois para aqueles amantes de livros que têm acontecimentos atrás de acontecimentos como eu, este livro é o ideal, porque nunca tem tempos mortos.
"Passariam bem sem mim. Eu acabara de entrar nas suas vidas. Mal houvera tempo para criar laços, mas nunca antes ansiara tanto por uma família, calor humano e conforto."
Pág: 144
Classificação: 
Playlist:

  
E vocês, já conheciam esta série?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Capa contra capa #5

Olá! Passado tanto tempo lá trago eu mais um post de capa contra capa, sendo que o escolhido desta vez é o livro Um crime no Expresso do Oriente de Agatha Christie que teve recentemente opinião aqui no blog. Andei a pesquisar e este livro tem imensas capas, por isso optei por partilhar apenas as que existem em português, uma vez que existem quatro edições diferentes.
Este livro tem imensas capas distintas pelo Mundo fora, sendo que em Portugal já teve direito a várias capas diferentes, entre edições especiais, edições de bolso e até mesmo hardcovers que são tão pouco comuns no nosso país.
A primeira edição (1) foi aquela que requisitei na biblioteca e aquela que li, é em hardcover e creio que faça parte de alguma coleção especial que saiu anteriormente, mas não sei precisar onde nem quando. É uma edição especialmente bonita porque tem todo aquele ambiente mais antigo e é em hardcover. A segunda capa (2) embora muito simples é igualmente bonita, já tive oportunidade de ver na livraria os vários livros desta autora nesta edição e tenho a dizer que também ficam muito bonitos na estante, são edições simples, mas é daqueles casos em que mais é menos. A capa seguinte (3) é uma edição especial que muitos desejam ter na sua estante, mas que creio ser muito difícil de conseguir. Penso que até só existem dois livros desta autora nestas edições especiais o que é uma pena. Por fim, a última capa (4) é do livro de bolso e confesso que é a capa de que menos gosto, apesar de gostar da forma como ligaram o elemento comboio e o fumo do mesmo para dar alguma cor à capa.
De todas, claramente que a minha preferida é a da edição especial (3), mas também gosto muito das edições mais comuns da ASA pela sua simplicidade e do hardcover. É daqueles casos que não consigo destacar uma só capa, porque gosto praticamente das edições todas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Opinião | A sombra de um passado - Carina Rosa

Olá! Hoje vai ser dia de mais uma opinião literária, sendo que desta vez é de um livro que só existe mesmo em formato digital o que fez com que demorasse mais algum tempo a lê-lo.
Título: A sombra de um passado
Autora: Carina Rosa
Editora: Cool books
Edição/reimpressão: 2014
IBNS: 978-989-766-030-6
Páginas: 312
Sinopse: "Conseguirá o verdadeiro amor apagar uma grande paixão?
Clara e Santiago vivem um casamento feliz e juntos planeiam construir um palácio de sonho para viverem com a filha Carolina. Mas quando, numa concentração de motas, Clara reencontra o homem que quase destruiu a sua vida, o passado mistura-se com o presente e a sua felicidade ao lado de Santiago é ameaçada. Hugo regressa após dez anos na prisão e Clara sabe que ele quererá vingança por ter sido abandonado e por tudo o que ela construiu na sua ausência. As inseguranças da menina inocente que foi um dia regressam e, com elas, a culpa e o sentimento doentio que nutriu em tempos por Hugo.
Uma história de amor, de sonhos e de perdas que nos leva ao mundo do crime, das drogas e da discriminação racial. Um tributo à família, aos que amam e sabem amar-se e à felicidade nas pequenas coisas. "
Opinião: Sinto que fui de alguma forma negligente com este livro porque demorei eternidades a terminá-lo e desengane-se quem pensa que isso se deveu ao facto de não ter gostado. Não foi isso que aconteceu, de todo. Penso que o verdadeiro motivo dessa demora foi o facto de ter que lê-lo em formato digital, sendo o único formato em que o livro existe. Iniciei no Verão passado quando ainda estava a habituar-me a ler ebooks no tablet, então esta leitura foi-se arrastando mais tempo do que aquele que eu gostaria.
    Este livro conta-nos a história de Clara, farmacêutica de profissão e uma lutadora e sobrevivente por natureza. Tudo na sua vida corre bem, tem um marido fantástico que a estima mais do que tudo, Santiago, e a sua tão amada filha, Carolina, até que alguém do seu passado resolve voltar e promete vingar-se e consequentemente, virar a vida de Clara de pernas para o ar. Hugo está disposto a tudo para a ter de volta, uma vez que ainda a tem como sua passados vários e longos na prisão. 
    O passado de Clara depressa a assombra e lhe rouba a tão preciosa felicidade e estabilidade pela qual ela tanto lutou, depois de uma juventude marcada por um pai violento, uma mãe que se calava perante tal violência, uma irmã mais nova que Clara procurava proteger a todo o custo e o culminar de tudo, um namorado igualmente violento e obsessivo.
  Por momentos senti-me algo incompreensiva perante algumas atitudes dos personagens: a ingenuidade de Clara passados tantos anos, a obsessão doentia – diria eu – de Hugo e Santiago tão pão sem sal no início e tão homem para o final, mas apesar de por vezes não os compreender, achei-os muito reais. Sejamos sensatos, as pessoas são feitas de qualidades e de defeitos, mas também de sucessos e erros, erros esses que podem por vezes condicionar o resto da nossa vida mas lá teremos que aprender a viver com eles, e nesse sentido o livro está muito real, muito humano tendo Clara como um excelente e bom exemplo disso mesmo.
   A escrita da autora continua a fazer as delícias de qualquer leitor porque nos faz entrar verdadeiramente na história e descreve-nos realmente bem o que e como é que as nossas personagens se sentem, sendo por vezes impossível não nos sentirmos solidárias com as mesmas. Até com os maus da fita leia-se Hugo, acreditem em mim. Apesar de todo o mal que Hugo provocou, não consegui deixar de sentir pena dele, porque tudo nos é explicado e depois de tanto sofrimento e mal que foi infligido ao longo da vida, foi quase inevitável que este fugisse da vida pouco digna que tinha. Mas as coisas mudam e nunca é tarde para corrigirmos os nossos erros e mais não digo. 
    Uma pessoa não será completa senão tiver um passado, um presente e planear um futuro e Clara é o exemplo disso mesmo. O mais importante de tudo é conseguirmos lidar com o nosso passado, independentemente de tudo o que ele representa, para podermos finalmente seguir em frente!
"Talvez não conseguisse esquecer Hugo porque eram iguais. Compreendera-o e perdoara-o sempre porque amava o Satanás que ele tinha tatuado no corpo."
Classificação: 

Playlist: 

E vocês, já leram alguma coisa desta autora?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Opinião | Um crime no Expresso do Oriente - Agatha Christie

Olá! Desta vez trago-vos a opinião de um livro que li num ápice, simplesmente adorei tudo neste livro inclusive a escrita da autora que é deliciosa. Descobri que na biblioteca que costumo frequentar têm imensos livros da autora, por isso pretendo ler muitos mais livros dela ao longo do ano de 2016.

Título: Um crime no Expresso do Oriente
Autora: Agatha Christie
Editora: EDITEC
Edição/reimpressão: 2008
IBNS: 9789724129761
Páginas: 236
Sinopse: "Pouco depois das doze batidas da meia-noite, um nevão obriga o Expresso do Oriente a parar. Para aquela época do ano, o luxuoso comboio estava surpreendentemente cheio de passageiros. Só que pela manhã havia, vivo, um passageiro a menos. Um homem de negócios americano jazia no seu compartimento, apunhalado até à morte.
Poirot aceita o caso, aparentemente fácil, que acaba por se revelar um dos mais surpreendentes de toda a sua carreira. É que existem pistas (muitas!), existem suspeitos (muitos!), sendo que todos eles estão circunscritos ao universo dos passageiros da carruagem. Para ajudar às investigações, o morto é reconhecido como sendo o autor de um dos crimes mais hediondos do século. Com a tensão a aumentar perigosamente, Poirot acaba por esclarecer o caso…de uma maneira a todos os títulos surpreendente!"

Opinião: Este foi o meu primeiro contacto com a autora e com toda a certeza que vou querer ler mais das suas maravilhosas obras, porque fiquei maravilhada com o trabalho dela e com a forma como nos envolve nas suas histórias.
    Toda a ação deste livro se desenrola no Comboio do Expresso Oriente que conta com vários passageiros, mais do que seria de esperar naquela altura do ano, que se vão vr a vivenciar um conjunto de acontecimentos inesperados e pouco simpáticos. 
    Este livro conta-nos a história de Hercule Poirot, detetive, que é nomeado por M, Bouc para resolver o caso de assassinato que ocorreu no comboio onde ambos viajavam, Expresso do Oriente, e que promete marcar a vida de todos os passageiros para sempre. 
    O homicídio dá-se numa noite de frio em que o comboio pára devido ao excesso de neve que está a condicionar as linhas do comboio, o que faz crer que o assassino pode ter entrado e fugido do comboio sem ser notado, mas as evidências relevelam-se óbvias de mais para Poirot acreditar nelas e é caso para dizer que nada naquele comboio é o que parece e que ninguém é quem diz ser, nem mesmo a pessoa assassinada que depois descobrimos ser um verdadeiro larápio que já deveria ter sido apanhado e castigado pelos crimes cometidos há muito tempo. 
    Hercule Poirot segue as pistas e evidências que o vão sempre levando a formular teorias diferentes sobre o sucedido, contando sempre com a ajuda de M. Bouc e do médico Dr. Constantine e juntos lá conseguem as tão esperadas, mas também inesperadas, respostas para o que realmente aconteceu naquela fatídica noite no quarto de de Ratchett.
    Este livro relevou-se uma verdadeira e excelente surpresa, não só devido à excelente e brilhante escrita da autora que nos cativa desde o início e que nos está sempre a presentear com surpresas e revelações. Este é daqueles policiais que nos trazem sempre algo de novo o que dificulta a descoberta do verdadeiro culpado, mas que no fim se revela tão brilhante quanto acabamos por vir a esperar. 
    E depois daquele desfecho que me fez abrir e fechar a boca como um peixe fora de água porque nada me faria prever aquilo, sinto-me na obrigação de dar as tão merecidas 5 estrelas a este livro que está mais do que recomendado.

Classificação: 
E vocês, já leram este livro ou algum desta autora que recomendem?

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Filme | No coração do mar

Olá! Hoje é dia de mais uma opinião cinematográfica, sendo que desta vez venho falar-vos de um filme que não esperava ver tão cedo, mas tendo oportunidade para tal lá acabei por vê-lo e gostar bastante.

Título original: In the Heart of the Sea
Ano: 2015
Duração: 2h2
Elenco: Chris HemsworthBen.amin WalkerCillian MurphyTom HollandBen Whishaw, Brendan Gleeson, etc.
Género: Drama, aventura.
Sinopse: "Em Novembro de 1820, o navio baleeiro Essex foi atacado por um cachalote de proporções gigantescas. Defrontando a fúria do animal em alto-mar, os 21 membros da tripulação vêem-se a questionar tudo em que sempre acreditaram, desde a honra ao verdadeiro valor da vida humana. Assim, enquanto George Pollard Jr., o capitão, procura salvar os seus homens no meio de uma tempestade, Owen Chase, o imediato, não perde a esperança de vir a derrotar o animal enfurecido. À deriva durante meses, a debaterem-se desesperadamente com as forças da Natureza, estes homens apenas terão a seu favor o instinto de sobrevivência e a experiência de uma vida no mar…"

Opinião: Este é daqueles filmes que não fazia grandes intenções de ver ou pelo menos não tão depressa e muito menos no cinema, mas surgiu a oportunidade e lá decidi ir vê-lo e tirar as minhas próprias conclusões.
    Bem, verdade seja dita, saí da sala de cinema a pensar que esta tinha sido uma verdadeira e agradável surpresa. O filme revelou-se mais interessante do que inicialmente julgara e aborda questões que para mim são passíveis de discussão. 
    Este filme começa quando o escritor Herman Melville (Ben Whishaw) vai ao encontro de um dos poucos sobreviventes do naufrágio do navio Essex, Thomas Nickerson (Brendan Gleeson), em busca de respostas que nunca ninguém obteve de forma a conseguir escrever um livro baseado nisso. 
    O filme vai-se desenrolando entre essa conversa e os flashbacks que Thomas vai tendo, dando-nos a conhecer todos os detalhes da história e como é que as coisas chegaram ao ponto a que chegaram.
Essex era um navio baleeiro que levava a bordo como capitão George Pollard (Benjamin Walker), um homem inexperiente naquela função mas que teve acesso à mesma por influência do seu apelido. O seu imediato é Owen Chase (Chris Hemsworth), um homem já mais experiente na área e que toma todas as decisões difíceis e que acaba por revelar-se o grande capitão de toda a embarcação, independentemente de ser ou não nomeado e visto como tal. A verdade é que destaco positivamente o papel do Chris Hemsworth como Owen Chase, a verdade é que o filme consegue ter todo o impacto que tem verdadeiramente porque ele fez de facto um excelente trabalho no decorrer de todo o filme.
    O objetivo desta viagem era obter o maior número possível de óleo possível, sendo para isso necessário matar baleias. Este objetivo é levado tão a sério que acaba por cegar ambos deixando-os ser consumidos pelo desejo de conseguir mais e mais, não pensando duas vezes nos meios necessários para atingir esse fim. A verdade é que eles tornam-se tão ambiciosos que viajam para cada vez mais longe e acabam por deparar-se com a surpresa das suas vidas: uma baleia branca gigante. 
    Depois do barco Essex naufragar, a luta pela sobrevivência começa e os homens vêm-se obrigados a fazer coisas que consideravam impensáveis, mas a luta pela sobrevivência é isso mesmo.
    Torna-se quase impossível lutar contra uma baleia daquelas dimensões, sendo que ela os coloca à prova inúmeras vezes. Confesso que defensiva como sou no que toca aos animais, partiu-me o coração ver a maneira como estes homens se deixaram vencer pela ganância e queriam matar todos aqueles seres em prol de uma matéria prima, ainda que esta fosse muito importante.
    O únicos pontos negativos deste filme foi o facto de por vezes ter termos demasiado técnicos o que se pode tornar maçador e o facto de existirem cenas demasiado explícitas.
    Um filme brilhante que nos mostra como por vezes é importante ceder e pensar duas vezes antes de agir.
Classificação: ★★★★☆
E vocês, já viram ou pretendem ver este filme ou ler o livro?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Opinião | Um presente inesperado - Carina Rosa

Olá! Esta opinião é de facto muito curta, mas o próprio conto é tão curto que seria impossível eu alongar-me muito na nesta opinião. Contudo, achei que ainda que curta, teria que partilhá-la com vocês, mais que não seja para ficar registado que gostei do mesmo e o recomendo.

Título: Um presente inesperado
Autora: Carina Rosa
Edição/reimpressão: 2015
IBNS: 9781311384287
Páginas: 12
Sinopse: "Deprimido com a felicidade dos outros, Simão tem a ideia perfeita para se vingar. Não esperava, no entanto, receber um presente que faria daquele Natal o melhor de sempre. E muito menos acreditava que esse embrulho viesse das mãos de quem o abandonara.
Um conto sobre família, amizade e amor, que vai encher o coração dos leitores neste Natal."
Download: Podem fazer download do conto aqui.


Opinião: Este é daqueles contos que, apesar de muito curtinho, para mim conta como se tivesse o triplo das páginas. Com uma sinopse que revela muito pouco, a verdadeira surpresa está nas suas 12 páginas.
Decidi pegar neste conto precisamente no dia de Natal e de facto não existe altura mais indicada para lê-lo. 
Com um protagonista bem improvável e que não pode ser revelado por ser um grande spoiler, este conto promete fazer as delícias de muitos leitores porque é tão bonito que deixa o coração de qualquer leitor preenchido. 
Este conto retrata-nos como é o Natal do nosso protagonista que acaba por ser surpreendido com algo muito agradável.

Classificação: 

Playlist:
E vocês, tiveram oportunidade de ler este conto no Natal?

Opinião | A rapariga do lago - Carina Rosa

Olá! Vamos lá começar a colocar as opiniões ainda de 2015 em dia, sendo que hoje irei postar duas opiniões
Título: A rapariga do lago
Autora: Carina Rosa
Edição/reimpressão: 2015
IBNS: 9781310126970
Páginas: 50
Sinopse: "Luísa é uma adolescente introvertida, dividida entre a paixão que sente pela arte e a carreira em medicina que os pais sonham para ela. Atormentada pela ideia de que partirá, em breve, para Praga, passa os seus dias a desenhar, inspirada pela música de um violino. 
Luísa está curiosa quanto à identidade do violinista que a inspira, mas o seu interesse parece redobrar quando conhece Luís.
Ele é inesperado: vive isolado dentro da música que toca, escondendo-se do seu passado trágico e de um mundo preconceituoso. Os seus destinos vão unir-se na solidão e no amor à arte. E é ao som dos acordes do violino e por detrás de folhas de papel em branco que os dois vão viver uma paixão improvável.
Uma novela sobre o primeiro amor, o preconceito e o talento, bem como a importância da carreira e das escolhas que fazemos."
Download: Podem fazer download do conto aqui.


Opinião: Este conto surpreendeu-me, confesso que não sabia muito bem o que esperar do mesmo, mas a verdade é que acabei por gostar muito dele.
Este conto conta-nos a história de Luísa, uma jovem que tem como paixão desenhar e quer muito estudar em artes, mas os pais querem que ela estude medicina em Praga. Áreas de estudo bem distintas que é quase impossível que se cruzem em algum momento.
É quando conhece Luís, com algumas características diferentes e, que adorei que as tivesse para que conste, que a vontade de Luísa aumenta querendo ainda mais ficar em Portugal a estudar o que gosta e a explorar a sua amizade e posterior relação com Luís.
Achei o amor destes dois adolescentes muito doce e bonito, definitivamente que se trata do primeiro amor, isso é percetível a qualquer um.
Tratando-se de um conto não posso revelar muito mais do que aquilo que a sinopse diz, mas tenho a dizer-vos que achei que este conto aborda problemáticas muito importantes e pertinentes: a aceitação da diferença que deve ser algo cada vez mais presente em todos, contudo é algo que nem sempre é fácil de incutir, aborda ainda o facto de como por vezes temos sonhos diferentes daqueles que os nossos pais têm para nós, mas o importante é mantermo-nos fiéis a nós mesmos e lutarmos pelos nossos sonhos e por aquilo em que acreditamos e depois fala-nos de como o primeiro amor pode ser ingénuo, mas muito bonito.
Quanto à escrita da autora, esta nunca desilude, é sempre uma escrita ainda que simples muito bonita e que flui muito bem.
"Deitou-se de costas na cama e tapou-se com o lençol até ao queixo. Por Deus, amava-o e não sabia o que fazer com isso."
Classificação: 

Playlist: 
E vocês, já tiveram oportunidade de ler este conto?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Resumo mensal | Dezembro

Olá! Ainda que um pouco atrasado, hoje trago-vos o post com o resumo mensal do mês de Dezembro. Depois disto vou querer mesmo é dedicar-me a partilhar com vocês as opiniões literárias que ficaram por fazer e publicar em 2015.

Leituras

Durante o mês de Dezembro consegui fazer seis leituras completas. A minha primeira leitura do mês foi O jornalista americano que foi uma leitura que me desiludiu um pouco, depois numa onda de ebooks li O abraço da noite e o Espero por ti, sendo que este último livro estava na minha wishlist há imenso tempo. Depois li dois contos: Um presente inesperado e A rapariga do lago, sendo os dois da autora portuguesa Carina Rosa. Por fim, uma leitura iniciada na época mais apropriada possível, li Um casamento no Natal que serviu para terminar o ano em grande e com uma leitura bem leve e divertida.

Aquisições

 
No mês de Dezembro investi apenas em livros de formato ebook aproveitando duas promoções por parte da Wook que tinham alguns ebooks selecionados com 50% desconto. Nos dias em que trabalho pouco ou nada consigo ler, mas sei que se tiver algo de interessante e mais leve para ler em formato ebook acabo por conseguir ler qualquer coisa, então decidi adquirir alguns. Comprei então O abraço na noite, o Espero por ti e a trilogia "Sem fôlego" completa que é composta por: Obsessão, Delírio e Fogo. No natal recebi três livrinhos que queria muito ter na minha estante: O beijo na noite, Quando as estrelas caem e Outlander - Nas asas do tempo. Por fim, recebi O jornalista americano da Capital Books que também foi lido no decorrer deste mês.

Filmes

O primeiro filme do mês, No coração do mar, era um filme que nem esperava ver, mas surgiu a oportunidade e fui vê-lo ao cinema, sendo que superou as minhas expectativas e revelou-se um grande filme. Depois vi finalmente o filme Cidades de papel que gostei, mas assim como aconteceu com o livro, não superou as minhas expectativas o que acabou por fazer com que me desiludisse um pouco.
De tantos bons filmes que deram na televisão na época de Natal e Ano Novo tive oportunidade de rever A maléfica e Gru - O maldisposto 2.

Séries

Apanhei esta série a dar na Sic na véspera de Ano Novo, salvo erro, e tenho a dizer que adorei. O rei TUT é uma série com apenas três episódios, mas com uma grande história e com um final nada feliz, mas suficientemente realista para eu o adorar. Uma excelente série que está mais do que recomendado para quem gosta de filmes ou séries que retratem os tempos do Egipto.

Como foi o vosso mês de Dezembro? Receberam muitas prendinhas no Natal?