quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Opinião | Amante de sonho - Sherrilyn Kenyon

Olá! Hoje é dia de opinião, sendo que este livro foi lido no âmbito do desafio de férias e estava inserido na categoria ler um livro que tinha na estante há mais de 6 meses.

Título: Amante de sonho
Autora: Sherrilyn Kenyon
Editora: Edições Chá das Cinco
Edição/reimpressão: 2010
ISBN: 9789722352925
Páginas: 304
Sinopse: "Grace Alexander, uma bonita terapeuta sexual de Nova Orleães, julgava estar destinada a uma vida sem paixão. Até ao dia em que a amiga Selena a convence de que, por artes mágicas, poderá convocar um escravo de amor durante um mês. Certa de que a magia da amiga irá falhar, Grace deixa-se levar pela brincadeira. Mas…"

Opinião: Amante de sonho é o primeiro livro da saga Predadores da Noite, sendo que é um livro do género fantástico que promete satisfazer os fãs do género literário trazendo-nos muito romance à mistura.
     Este livro conta-nos a história de Grace que é terapeuta sexual e apesar da sua profissão já há 4 anos que não tem relações sexuais com nenhum homem, devido ao facto do seu último relacionamento ter sido um verdadeiro fracasso. Não sei se isto é comum a mais alguém, mas achei este pormenor um tanto ou quanto irónico, afinal de contas dá conselhos sobre a vida sexual dos outros, mas a sua é inexistente. Enfim, é apenas um pequeno pormenor.
     A sua amiga, Selena, é uma jovem com uma grande crença no oculto, pelo que quando descobre um livro que tem preso no seu interior um escravo do amor grego que, uma vez convocado terá que fazer tudo aquilo que a pessoa que o convocar desejar, ela resolve levar esse livro até à amiga e convence-a a convocá-lp acreditando que aquele homem escultural que está dentro no livro é a solução para os seus problemas amorosos.
     O escravo chama-se Julian da Macedónia e é sensual, direto e espalha magia por entre o sexo feminino e quando se encontra em pleno século XXI não sabe exatamente como agir, uma vez que não conhece muitas das expressões que são utilizadas, nem alguns dos utensílios e das tecnologias que atualmente se utilizam. Confesso que me soltei umas boas gargalhadas com muitas das vezes em que Julian ficava meio pasmado com o modo de vida do século XXI e com algumas das expressões que normalmente se utilizam mas que ele não entendia o seu significado.
     Em tempos, Julian foi um general e ficou preso no livro como escravo sexual porque fez algo que dada a época em que vivia foi considerado imperdoável, sendo que o seu castigo foi ficar aprisionado naquele livro durante séculos limitando-se a viver na escuridão ou a servir as mulheres que o convocavam durante um mês.
     Inicialmente Grace quer mandá-lo embora, aliás ela até fica meio perplexa quando percebe que ele foi realmente convocado e aparece nu sem grandes problemas na sua sala de estar porque verdade seja dita quando ela o fez levou aquilo em tom de brincadeira, mas já o ditado dizia que primeiro estranha-se e depois entranha-se.
     Embora este livro seja o primeiro da saga, não inicia propriamente esse mundo, uma vez que Julian não é um predador da noite, mas sim um antigo general, por isso fico à espera dessa introdução ao mundo dos predadores da noite no segundo livro que sei que é quando isso acontece realmente.
     Tenho que admitir que este livro deixou-me com sabor a pouco, esperava mais do livro, da sua história e mais ação que só acontece nas últimas páginas. Sem dúvida que este foi um livro introdutório nos mais variados sentidos, sendo que facilmente nos habituamos à escrita da autora que é simples sem grandes floreados, tem uma narrativa repleta de diálogos o que torna a leitura muito mais fluente.
     Só vou dar 3 estrelas a este livro, ficando na expectativa de que os próximos me surpreendam mais porque eu sei que isso vai realmente acontecer porque o ano passado li o segundo livro e recordo-me que gostei mais dele do que deste.

Classificação: 

Playlist:
E vocês já leram ou sente-se curiosos em relação a esta saga?

domingo, 27 de setembro de 2015

Compras | Junho

Olá! Estamos a um passo de entrar no mês de Outubro e eu a postar as compras de Junho, é lamentável porque eu quero muito meter estes posts em dia, mas aos poucos devo chegar lá.. Como poderão ver pelas fotografias de aquisições de Junho, dois desses livros já foram lidos e já têm opinião aqui no blog e um deles também já terminei e será o próximo a ter opinião.
Este post é agendado e tenho a sensação de que senão tivesse mesmo que recorrer a um post agendado ainda não seria desta que postava as compras de Junho, por isso felizmente isso foi preciso.
Entretanto espero conseguir atualizar-me em alguns blogs nos quais estou em falta hoje à noite ou Segunda-feira sem falta.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Filme | D.U.F.F

Olá! Hoje é dia de opinião sobre um filme que vi recentemente e que, para quem não sabe, é uma adaptação cinematográfica de um livro com o mesmo nome que infelizmente ainda não foi editado em Português.

Título original: The DUFF
Ano: 2015
Duração: 1h50
Elenco: Mae Whitman, Bella Thorne, Robbie Amell, Bianca Santos, Skyler Samuels, Ken Jeong, Allison Janney.
Género: Drama, romance.
Sinopse: "A jovem Bianca descobre um dia que foi escolhida pelas amigas do colégio como uma DUFF (Designated Ugly Fat Friend), ou seja uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca pede a um atleta popular da escola a ajudá-la a melhorar o seu visual."

Opinião: O filme conta-nos a história da Bianca, uma adolescente que descobre que é a DUFF das suas duas melhores amigas, ou seja, é a amiga feia e gorda em detrimento das suas amigas o que as faz parecer ainda mais atraentes e bonitas, sendo ela apenas um meio que as pessoas têm para chegar às suas amigas, perguntando-lhe se elas estão ou não solteiras, se já têm ou não par para o baile, etc.
Bianca não se sente nada feliz ao descobrir isso e resolve pedir ajuda ao seu vizinho, Wesley, que também é muito popular na escola, de modo a tentar melhorar o seu visual e deixar de ser uma DUFF.
Como é de prever a relação de Bianca e Wesley vai tomando proporções diferentes das que eles estavam à espera, se inicialmente a ideia é ele ajudá-la inclusive em questões amorosas, no fim de contas os dois acabam por descobrir que aquilo é mais do que uma simples amizade.
Depois temos Madison, a típica má da história que é popular e faz tudo o que pode para lixar o próximo e para ser a melhor. 
Creio que este é o típico de filme que passa na televisão num Sábado à tarde, é leve, sem grande história, mas com uma grande pitada de humor e é direccionado para um público mais jovem. É boa uma opção para quando queremos relaxar ao fim-de-semana e ver uma coisa mais soft que nos faça soltar umas gargalhas, mas sinceramente não é um filme que acrescente muito, mas serve o seu propósito: é leve, divertido e entretém.
Classificação:
Algum de vocês conhecia ou já viu este filme? Se sim, o que é que acharam?

sábado, 19 de setembro de 2015

Capa contra capa #3

Olá! Depois de uns bons meses sem fazer nenhum post alusivo a esta rubrica, andei a pesquisar e achei que o livro Cidades de Papel de John Green que, teve recentemente opinião aqui no blog, se enquadrava na perfeição nesta rubrica.
Desta vez resolvi tornar este post mais interativo, por isso vão poder votar na vossa capa preferida no post, por isso vamos lá ver qual é a capa que sai vencedora.


Este livro já teve direito a três capas diferentes em Portugal, sendo que a imagem (1), (2) e (3) correspondem às capas que este livro já teve cá Portugal e estão por ordem de edição, sendo a (3) a mais recente que corresponde à adaptação cinematográfica que estreou no mês passado. Depois temos a imagem (4) e (5) que correspondem a duas edições espanholas e por fim, a (6) que é uma das muitas edições inglesas que existem deste livro.
Acho que este livro tem tido direito a uma atenção especial, pelo menos acho que as suas capas têm algum destaque e têm sido bem trabalhadas. Das seis não consigo deixar de destacar a primeira edição que saiu em Portugal, acho que foi muito bem conseguida e enquadra-se na perfeição em tudo o que o livro envolve e trata, pelo que tenho alguma pena de não ter conseguido adquirir o livro com aquela capa. Apesar de tudo penso que em todas as capas conseguiram retratar um pouco daquilo que é a história.
Qual é a vossa capa preferida?

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Desafio | Maratona de fim-de-semana

Olá! Hoje venho aqui só mesmo de passagem para vos falar de uma maratona que vai acontecer durante este fim-de-semana, dia 19 e 20 de Setembro.
O grupo Maratonas, Desafios e Leituras Conjuntas está a promover um pequeno desafio para o fim-de-semana que se segue, sendo que o objetivo é apenas incentivar à leitura, mas não há obrigatoriedade de nada, basta cada participante ler apenas o que conseguir e depois partilhar o número de páginas que leu no grupo.
Simples, não é? Por isso não têm nada a perder, vão até lá e inscrevam-se, é apenas um pequeno incentivo às vossas leituras deste fim-de-semana.
"O Fim-de-Semana é a altura em que geralmente temos mais algum tempo para leituras. Como tal, decidimos criar uma Maratona de Fim-de-Semana que vai decorrer desde as 00h00 de Sábado (dia 19) até às 23h59 de Domingo (dia 20). 
Não haverá temas nem metas obrigatórias, é apenas mais uma maneira de incentivo a colocar as leituras em dia e de nos divertirmos em conjunto. Mesmo quem saiba que só vai poder ler por exemplo 4 horas durante todo o fim-de-semana pode (e deve) participar. A maratona é individual desta vez.
Podem ir atualizando as leituras à medida que vão lendo e têm até ao final de 3ª Feira para dizerem quantas páginas conseguiram ler. 
Boas leituras!" (Grupo no goodreads)



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Opinião | Cidades de papel - John Green

Olá! Aqui está a opinião do primeiro livro que li na sequência do desafio de férias em que estou a participar, sendo que este foi escolhido para a categoria de livro com a capa verde. Esta foi uma opinião muito adiada, não tivesse este livro fracassado em relação àquilo que eu esperava dele.
Ainda assim, vou querer e muito ver este filme porque continuo na esperança de que vou gostar muito dele.

Título: Cidades de papel
Autora: John Green
Editora: Editorial Presença
Edição/reimpressão: 2014
ISBN: 9789722352925
Páginas: 304
Sinopse: "Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.
Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência."



Opinião: Esta é daquelas opiniões difíceis de escrever pelo simples deste livro se encaixar naquele grupo de livros dos quais esperamos determinada coisa, mas depois encontramos outra ligeiramente diferente o que faz com que nos deparemos com uma disparidade de sentimentos durante a sua leitura. Estaria a mentir se dissesse que não gostei do livro, porque apesar de ser diferente do que eu pensava inicialmente foi uma leitura agradável, mas não foi nada por aí além.
     Este livro conta-nos a história de Quentin, um jovem que está prestes a terminar o ensino secundário e que desde pequeno sente uma grande admiração pela sua vizinha, Margo, uma rapariga popular com a qual parece que tudo corre de feição, mas aquilo tudo é apenas fogo vista. Daquele fogo vista do qual chegamos a ter inveja, mas depois percebemos que não passa disso, só serve mesmo para fazer vista porque ela não se identifica assim tanto com a vida que leva e com a maioria das pessoas com que se relaciona. Ela é uma jovem prestes a terminar o ensino secundário que não sabe o que fazer da sua vida, mas de uma coisa tem a certeza: não quer limitar-se a viver como a sociedade espera que ela viva e a preencher as expectativas que têm de si: terminar o secundário, ir para a universidade, ter filhos e por ai fora.
     À exceção destas duas personagens principais, queria também dar algum destaque aos dois melhores amigos de Quentim: Radar e Ben porque é graças a eles que temos momentos mais divertidos e leves no livro, principalmente com Bem que tem uma tendência natural para ser engraçado e fazer o leitor rir.
     Este livro está dividido em três partes: na primeira parte “Os fios” temos uma introdução à amizade destes dois vizinhos, descobrimos o motivo que levou a que estes dois amigos se separassem e é ainda nesta primeira parte que presenciamos o momento da reconciliação da sua amizade. É nesse momento que Margo começa a deixar as primeiras migalhas do que está para a acontecer, embora o faça de forma quase impercetível. Na segunda parte “A erva” é quando Quentin se depara com uma enorme desilusão, na manhã seguinte à noite divertida e cheia de aventura que passou e partilhou com Margo, depara-se com o desaparecimento dela que resolveu fugir do nada, deixando para trás algumas pistas muito bem planeadas e muito subtis que só mesmo uma pessoa com o interesse do Quentin é que consegue desvendar com à ajuda dos seus amigos. Por fim, na terceira parte “A nau” é quando Quentin e os amigos seguem as pistas que os levarão finalmente a Margo.
     Sinceramente existiram momentos em que a Margo me irritava um bocado pelo simples facto de meter o Quentim com a cabeça a mil por estar tão cego com a ideia de a encontrar. Enfim, aquele rapaz não é só deslumbrado e fascinado por ela, ele tinha uma ideia dela muito diferente daquilo que ela realmente é: uma pessoa de carne e osso, com as suas inseguranças e receios. Ele achava-a perfeita e quando se depara com a verdadeira realidade é difícil lidar com o ela, afinal de contas Margo também tem os seus defeitos.
     Confesso que inicialmente estava com a sensação de dejá vu ao ler este livro, porque lembrava-me inevitavelmente do livro À procura de Alaska do mesmo autor, não fossem algumas as semelhanças que encontrei entre as personagens de ambos os livros e não gostei nada disso.
     Bem, penso que posso dizer que cerca de oitenta por cento do livro é dedicado a toda a busca que é feita com o intuito de encontrar a Margo, desde o encontrar as pistas, até à parte em que é necessário verificar quais é que são ou não válidas e verdadeiras.
     Depois de quase 24h a conduzir, achei aquele reencontro tão agridoce, esperava que Margo desse mais reconhecimento ao Quentim depois dos mundos e fundos que ele moveu e percorreu para a encontrar e depois aquele final deixou-me com a sensação de pouco. Foi um final realista, isso não posso negar, porque – não querendo dar spoilers – depois de todo o esforço que ele fez para se certificar que ela estava realmente bem, eles acabaram por seguir caminhos diferentes. O final feliz não existiu, não na íntegra, então posso considerar aquele final tão realista quanto possível, porque a realidade é mesmo assim, por vezes as pessoas precisam de caminhar por rotas diferentes porque cada um toma as suas próprias escolhas.
     A escrita do autor nunca desilude, continua a ter os ingredientes perfeitos para fazer com que, apesar de tudo, valha sempre a pena ler as suas obras porque conseguimos retirar sempre alguma coisa positiva delas.
     Por momentos ponderei dar-lhe quatro estrelas, mas estaria a ser injusta perante outros livros aos quais tenho dado essa classificação porque este livro não foi, nem de perto nem de longo, o que eu esperava e aquele final continua a deixar-me com o pensamento de que merecia mais, então dou-lhe três estrelas porque foi uma leitura agradável mas pouco mais do que isso.

Classificação: 
Playlist:
E vocês, já leram este livro ou viram o filme? 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Atualizações | A 5ª vaga

Olá! Hoje é dia de atualizações, sendo que desta vez é sobre o filme "A 5º Vaga" que vai estrear em 2016 e é uma adaptação de um livro que faz parte de uma trilogia que já conta com dois livros editados em Portugal pela Editorial Presença: A 5º Vaga e O mar infinito.

"A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade. Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível?"
Já há algum tempo que foram divulgadas várias imagens das gravações do filme e, recentemente saiu também o trailer, por isso deixo-vos com algumas imagens e com o devido trailer e quem sabe não vos deixa tão curiosos como me deixou a mim.





É um filme para ver em 2016 ou nem por isso?

sábado, 12 de setembro de 2015

Leitura do momento #8

Olá! Hoje mostro-vos mais uma vez a minha leitura atual que está integrada no desafio de férias em que estou a participar e que termina no final deste mês.
Sinopse: "Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?"
Estou a ler Em parte incerta de Gillian Flynn e esta é aquela altura em que me questiono sobre o porquê de não ter pegado neste livro mais cedo. Sempre existiu um grande burburinho em torno deste livro e agora entendo-o.
Confesso que não sou a maior fã deste género literário, mas de vez em quando gosto de ler um bom policial e/ou thriller e este parece ter os ingredientes todos para dar certo.
Estou a ter uma relação amor-ódio com ambas as personagens principais porque parece-me sempre que elas querem sempre dizer-nos mais do que aquilo que revelam e que não são aquilo que aparentam e depois de passar o meio do livro percebi que de facto, nada é o que parece neste livro.
É, sem dúvida, um livro de que estou a gostar, mas do qual não sei bem o que esperar em relação ao final o que me está a deixar com aquela ânsia de devorar as restantes páginas para conhecer o seu desfecho. 
E quanto a vocês, que leituras vos andam a acompanhar?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Filme | A idade de Adaline

Olá! Depois de muito tempo desde a última opinião cinematográfica, cá está mais uma. Confesso que há imenso tempo que não via um bom filme, mas a minha curiosidade falou mais alto e não resisti a ver este durante a tarde de ontem.

Título original: The Age of Adaline
Ano: 2015
Duração: 1h52
Elenco: Blake Lively, Michiel Huisman, Amanda Crew, Ellen Burstyn, Harrison Ford, Kathy Baker.
Género: Drama, romance.
Sinopse: Adaline Marie Bowman nasceu a 1 de Janeiro de 1908. Cresceu, constituiu família e levou uma vida como a de tantas outras mulheres do seu tempo. Mas tudo mudou quando, aos 27 anos, sofreu um acidente grave que lhe deixou uma sequela peculiar: a imunidade à passagem do tempo. A partir daquele momento, Adaline nunca mais envelheceria. Mas a sua condição não corresponde necessariamente a uma bênção. Não vai ser fácil atravessar décadas e viver com a consciência de que todos os que ama envelhecem e, eventualmente, morrem. Um dia, conhece alguém que a sacode da sua existência linear e intemporal, alguém cujo amor pode valer muito mais do que imortalidade.
Opinião: O filme conta-nos a história de Adaline (Bake Lively) que, miraculosamente, deixa de envelhecer ficando durante décadas nos seus 27 anos. Confesso que a explicação para este sucedido foi das poucas coisas que para mim não encaixou neste filme, porque convenhamos que isto é tudo muito estranho, mas explicações à parte vamos lá ao que interessa.
Cabe a cada pessoa que vê este filme fazer a sua própria reflexão e avaliação sobre o que acontece a Adeline e tirar as suas próprias conclusões, se é uma bênção ou se é uma maldição, eu não sei, mas é claramente algo que não a deixa feliz. Afinal, imaginam-se a viver por décadas com a mesma idade, sem envelhecer e a ver todos os que vos rodeiam envelhecer e até a morrer? Visto deste ponto de vista não creio que pareça algo tão positivo quanto pode parecer inicialmente.
Este filme segue uma linha temporal grande e creio que a conseguiram retrarar muito bem, dando-nos uma visão clara por todos os tempos em que Adaline passou.
Tudo muda quando Adeline conhece Ellis (Michiel Huisman) que aparece do nada e revoluciona a sua vida, presenteando-a com coisas que ela há muito que não tinha. A verdade é que a condição em que Adeline vive faz com que ela precise de se mudar de década em década, tendo portanto uma vida um pouco solitária. Sendo tão importantes essas mudanças que são a sua certeza de que a sua história nunca será descoberta e revelada, torna-se imprescindível que não tenha grandes ligações com ninguém. É neste sentido que Ellis revoluciona a sua vida: fá-la sentir coisas que não sentia há anos e com que tenha, finalmente, uma presença masculina na sua vida. 
Numa ida à casa dos pais de Ellis as coisas mudam e tomam um rumo que eu nunca pensei que tomassem. Ao que parece William (Harrison Ford), pai de Ellis, reconhece de imediato Adeline como alguém que fora muito importante no seu passado.
Acho que a Bake Lively e o Harrison Ford estão de parabéns pelo excelente papel que desempenharam, principalmente ela que é o grande foco deste filme. Ela esteve, sem sombra de dúvidas, à altura do desafio que era esta personagem que exigia muito, até porque seguia uma grande linha temporal.
Queria muito ficar aqui a divagar sobre outros tantos pormenores deste filme, mas não vou desvendar mais nada porque corro o risco de dizer mais do que devo, mas posso dizer-vos que para os amantes de romances este filme é uma aposta muito segura. Contudo, acho que também não deixa de ser uma boa aposta para aqueles que não gostam assim tanto de romances, porque acho que este filme vai muito mais além do romance e tem uma história muito original que promete agradar a muita gente.
Classificação: ★★


E vocês já viu este filme ou pretendem ver este filme? 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Opinião | Teremos Sempre Londres - Sofia Costa Lima

Olá! Hoje é finalmente dia de mais uma opinião aqui no blog. Desta vez, trago-vos a opinião de um livro de uma autora portuguesa, sendo este o seu primeiro livro. Posso desde já adiantar-vos que gostei muito  pelo que vou, certamente, querer ler mais livros desta autora.


Título: Teremos sempre Londres
Autora: Sofia Costa Lima
Editora: Chiado Editora
Edição/reimpressão: 2013
ISBN: 9789895104024
Páginas: 116
Sinopse: "Carolina, de 17 anos, conhece o jornalista Miguel, de 26 anos, num workshop e desde logo fica rendida ao seu charme. A paixão acaba por falar mais alto mas Miguel, com medo de represálias devido à diferença de idades, quer levar tudo com calma. O que ele não sabe é que o problema chegará quando a mãe de Carolina, Luísa, regressar após 3 anos sem dar notícias.
**
– Felizmente fiz algo bem. Eduquei-te para que lutasses pelo que acreditas e que fizesses sempre tudo para seres feliz. Conseguiste-o. Nisso não podes dizer que errei.
– Talvez não tenha errado aí mas foi graças ao meu pai que eu consegui ser feliz, não foi graças a si. – Virou-se para Miguel. – Vamos embora. – Andaram uns metros e Carolina voltou-se para Luísa:
– Sabe o que devia fazer, Luísa Devia, sem dúvida, voltar para onde esteve estes três anos. ou, quem sabe, ir para um lugar novo e diferente. Acho que não tem nada que a prenda aqui. Devia procurar o seu lugar no mundo. Não devia querer impor-se na vida de alguém depois de decidir abandonar essa vida."
Opinião: Este livro conta-nos a história de Carolina que conhece o jornalista Miguel num workshop de escrita criativa, com o qual ganha desde logo uma grande afeição.
     Por um lado temos Carolina que é uma jovem rapariga determinada, divertida e que já passou o quanto baste na vida quando a sua mãe, Luísa, a abandonou durante umas férias quando ela tinha apenas 15 anos e, por outro temos Miguel que é um homem maduro, sensato e bem sucedido profissionalmente.
     Achei que os personagens principais eram muito genuínos e cativantes, contudo achei a relação destes dois muito repentina. Inicialmente eles são apenas amigos, mas achei que seria pertinente existir uma outra abordagem à relação destes dois. Passo a explicar esta minha ideia: o livro inicia-se na última sessão do workshop, contudo se este começasse com a primeira sessão do mesmo talvez tivéssemos mais tempo para absorver e conhecer a relação destes dois desde o início, sem sermos confrontados logo com um momento em que percebemos que ali há mais qualquer coisa do que amizade, mas acho que o que implicou esta pequena lacuna foi o facto deste ser um livro pequeno. Quero frisar que apenas faço este reparo na relação dos nossos protagonistas porque sou daquelas leitoras que gosta de ir saboreando as coisas pouco a pouco, que gosta de ir conhecendo os personagens e o seu desenvolvimento lentamente, mas isso dependerá de leitor para leitor.
     Apesar de tudo achei os contornos desta relação muito interessantes: a nossa personagem feminina, Carolina tem apenas 17 anos, enquanto que Miguel tem 26 anos o que implica uma diferença de idades de 9 anos. Confesso que essas questões das diferenças de idades não me fazem confusão alguma, mas não deixa de ser uma questão muito interessante e pertinente para ser abordada num livro porque realmente o amor não escolhe idades e devemos ter a liberdade suficiente de decidir quem queremos ao nosso lado, então nesse sentido o livro foi muito bom porque passou-nos uma mensagem muito importante.
     Também gostei muito do facto do livro não se focar somente da relação entre o casal, mas também nos dar um cheirinho das suas vidas familiares, sociais e profissionais.
     Bem perto do final somos confrontados com uma cena final bem inesperada, assim como com uma aparição de uma pessoa bem indesejada, mas as coisas lá acabam por resolver-se da melhor maneira possível.
     A escrita da autora é simples e muito acessível a qualquer leitor, sendo que este livro se lê perfeitamente numas horas, contudo este livro também peca um pouco devido ao seu tamanho, achei-o muito pequenino. Apesar de tudo, foi uma leitura muito leve e divertida e era precisamente disso que eu precisava na altura em que decidi ler este livro e sendo o primeiro livro da autora acho que ela se saiu lindamente.

"- Queres saber algo ainda melhor? 
- Se me conseguires surpreender!

- Amo-te ainda mais - Riram e voltaram a beijar-se. - O que acontece se houver mais coisas a meter-se entre nós? - Perguntou Miguel.
- Se mais alguém se meter entre nós e tentar separar-nos? - Miguel assentiu. - Bem, nesse caso nós mostramos a essas pessoas o que é o amor."

Pág: 113
Classificação: 
Playlist: 

Esta leitura teve o apoio da Chiado Editora que me enviou o exemplar em troca de uma opinião sincera.

E vocês, já conheciam esta autora?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Random #4

Olá! Hoje passei por aqui só para fazer um breve update, uma vez que o blog está com uma cara nova à semelhança do facebook do mesmo.

Como podem ver o blog está de cara lavada, assim como o facebook. Ambos estão com um ar muito mais clean e muito mais organizados que era aquilo que eu pretendia.
Andei uns bons tempos de volta dos códigos e do photosop para conseguir aquilo que tinha em mente, mas parece que valeu muito a pena porque lá consegui chegar perto daquilo que queria.

O que é que vos parece? Preferem este visual ou preferiam o anterior?

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entrevista | MBarreto Condado

Olá! Hoje é dia de novidades e estreias por estes lados e de quê perguntam vocês? Bem, o título do post diz tudo. Achei que o facto de começar a ter oportunidade de ler mais autores nacionais não se devia limitar apenas a isso, pelo que pensei que seria bom começar a postar entrevistas que contam com a colaboração dos autores que vou lendo, sendo esta uma forma de os divulgar e promover, uma vez que muitos deles são novidades e estreias neste mundo literários.
Parece-vos bem? Eu estou muito entusiasmada com esta ideia e posso adiantar desde já que já tenho a próxima entrevista preparada.


1. Começando por quando tudo começou. Como é que o gosto pela escrita entrou na sua vida? Desde o seu primeiro contacto com a mesma que manifestou o desejo de vir a editar e publicar um livro ou isso só aconteceu mais tarde?
Aconteceu tudo muito naturalmente, a minha avó materna tinha um amor incondicional pelos livros que me conseguiu incutir desde cedo. Essa mesma paixão que permanece inalterada até hoje. Dai a perceber que adoro inventar e contar estórias foi o passo seguinte. Dá-me real prazer faze-lo, adoro ler e adoro com a mesma intensidade escrever. Contudo a ideia de passar o que vai dentro da minha cabeça para o papel foi uma decisão mais tardia. Quando comecei escrevi pequenos contos e já não consegui parar mais, até hoje. Yggdrasil surgiu quase que de um dia para o outro. Nessa altura pedi à minha amiga Elisabete e à filha dela que o lessem e me dessem a sua opinião, o mais imparcial possível, enquanto o estivessem a ler tinham que esquecer que me conheciam. Adoraram e foram elas que me desafiaram para o próximo passo aquele em que já pensara diversas vezes mas para o qual ainda não tinha ganho a coragem necessária, a publicação. Como não sou de recusar um bom desafio avancei a medo, contudo esta acabou por surgir naturalmente. E neste momento confesso que estou a adorar todo o processo que a promoção de Yggdrasil envolve. Agora já não quero nem vou parar de escrever e publicar o meu trabalho.


2. Conte-nos um pouco de como funciona o seu processo de escrita. Tem lugares específicos para escrever, fá-lo em silêncio ou com música e planeia ao pormenor o enredo ou deixa a escrita fluir conforme vai escrevendo sem grandes planeamentos?
Não consigo fazer nada em silêncio. Gosto de escrever sempre que consigo sentada na minha sala, no sofá de preferência e normalmente rodeada de todos os meus animais que costumam ser a minha companhia pela noite fora, quando me consigo desligar do que me rodeia mas sempre com o rádio ou a televisão ligada. Tudo e todos à minha volta têm muita importância no meu processo criativo. Os meus livros sou eu, e eu, sou o resultado de tudo o que já vivi, de tudo o que já li, de tudo o que ainda espero viver e poder criar. Na altura em que comecei a escrever Yggdrasil, tinha acabado de ouvir na rádio as músicas “Demons de Brian McFadden” e “Demons dos Imagine Dragons” a partir dai a minha cabeça fez um clique e foi basicamente assim que surgiu a ideia central. Era o sinal porque esperava. Mas não planeio o que vou escrever, não tiro notas que me possam vir a servir como auxiliares de memória, nada disso. Simplesmente escrevo o que me vai na alma na altura, e assim as estórias vão fluindo. O único problema com que me deparo assim que começo é que não consigo parar.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Desafio | Regresso às aulas

Olá! Hoje trago-vos mais um desafio em que estou a participar, sendo que este é promovido por três bloggers que criaram o grupo Maratonas, Desafios e Leituras Conjuntas. Provavelmente a maioria de vocês já tem conhecimento deste desafio, mas achei que seria pertinente fazer este post, mais que não fosse para ficar registado no blog que estou a participar nele.

"Setembro é o mês de regresso à escola!
Desta forma propomos que leiam um livro juvenil à vossa escolha, que vos faça recordar os vossos tempos de escola, como como por exemplo das autoras Alice Vieira, Enid Blyton, ou a colecção Uma Aventura. Vocês escolhem.
Mas Setembro também vai ser o mês da nossa primeira leitura conjunta. E melhor ainda, de um livro do Plano Nacional de Leitura (PNL)!" (Grupo no goodreads)


Então, o livro do Plano Nacional de Leitura escolhido para ser a leitura conjunta do mês de Setembro foi A rapariga que roubava livros e a minha escolha para o livro juvenil foi o Voo de Cotovia.


Inicialmente pretendo participar apenas numa parte deste desafio lendo um livro juvenil. Confesso que desconhecia a existência deste livro até ler opiniões de várias bloggers e youtubers que, no geral, falaram muito bem dele e parece-me ser bastante interessante devido aos temas que aborda, pelo que me pareceu uma escolha acertada.
Quanto à leitura conjunta em si, ainda não sei se vou conseguir participar. Para já essa decisão vai ficar em stand-by enquanto adianto as outras leituras que tenho para Setembro e caso as coisas corram bem lá arriscarei em ler o livro escolhido para a leitura conjunta. Espero ainda conseguir fazê-lo porque já há algum tempo que quero fazê-lo.

E vocês, vão participar neste desafio? Se sim, qual vai ser a vossa escolha para livro juvenil?