quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Opinião | Cidades de papel - John Green

Olá! Aqui está a opinião do primeiro livro que li na sequência do desafio de férias em que estou a participar, sendo que este foi escolhido para a categoria de livro com a capa verde. Esta foi uma opinião muito adiada, não tivesse este livro fracassado em relação àquilo que eu esperava dele.
Ainda assim, vou querer e muito ver este filme porque continuo na esperança de que vou gostar muito dele.

Título: Cidades de papel
Autora: John Green
Editora: Editorial Presença
Edição/reimpressão: 2014
ISBN: 9789722352925
Páginas: 304
Sinopse: "Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot.
Cidades de Papel é um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência."



Opinião: Esta é daquelas opiniões difíceis de escrever pelo simples deste livro se encaixar naquele grupo de livros dos quais esperamos determinada coisa, mas depois encontramos outra ligeiramente diferente o que faz com que nos deparemos com uma disparidade de sentimentos durante a sua leitura. Estaria a mentir se dissesse que não gostei do livro, porque apesar de ser diferente do que eu pensava inicialmente foi uma leitura agradável, mas não foi nada por aí além.
     Este livro conta-nos a história de Quentin, um jovem que está prestes a terminar o ensino secundário e que desde pequeno sente uma grande admiração pela sua vizinha, Margo, uma rapariga popular com a qual parece que tudo corre de feição, mas aquilo tudo é apenas fogo vista. Daquele fogo vista do qual chegamos a ter inveja, mas depois percebemos que não passa disso, só serve mesmo para fazer vista porque ela não se identifica assim tanto com a vida que leva e com a maioria das pessoas com que se relaciona. Ela é uma jovem prestes a terminar o ensino secundário que não sabe o que fazer da sua vida, mas de uma coisa tem a certeza: não quer limitar-se a viver como a sociedade espera que ela viva e a preencher as expectativas que têm de si: terminar o secundário, ir para a universidade, ter filhos e por ai fora.
     À exceção destas duas personagens principais, queria também dar algum destaque aos dois melhores amigos de Quentim: Radar e Ben porque é graças a eles que temos momentos mais divertidos e leves no livro, principalmente com Bem que tem uma tendência natural para ser engraçado e fazer o leitor rir.
     Este livro está dividido em três partes: na primeira parte “Os fios” temos uma introdução à amizade destes dois vizinhos, descobrimos o motivo que levou a que estes dois amigos se separassem e é ainda nesta primeira parte que presenciamos o momento da reconciliação da sua amizade. É nesse momento que Margo começa a deixar as primeiras migalhas do que está para a acontecer, embora o faça de forma quase impercetível. Na segunda parte “A erva” é quando Quentin se depara com uma enorme desilusão, na manhã seguinte à noite divertida e cheia de aventura que passou e partilhou com Margo, depara-se com o desaparecimento dela que resolveu fugir do nada, deixando para trás algumas pistas muito bem planeadas e muito subtis que só mesmo uma pessoa com o interesse do Quentin é que consegue desvendar com à ajuda dos seus amigos. Por fim, na terceira parte “A nau” é quando Quentin e os amigos seguem as pistas que os levarão finalmente a Margo.
     Sinceramente existiram momentos em que a Margo me irritava um bocado pelo simples facto de meter o Quentim com a cabeça a mil por estar tão cego com a ideia de a encontrar. Enfim, aquele rapaz não é só deslumbrado e fascinado por ela, ele tinha uma ideia dela muito diferente daquilo que ela realmente é: uma pessoa de carne e osso, com as suas inseguranças e receios. Ele achava-a perfeita e quando se depara com a verdadeira realidade é difícil lidar com o ela, afinal de contas Margo também tem os seus defeitos.
     Confesso que inicialmente estava com a sensação de dejá vu ao ler este livro, porque lembrava-me inevitavelmente do livro À procura de Alaska do mesmo autor, não fossem algumas as semelhanças que encontrei entre as personagens de ambos os livros e não gostei nada disso.
     Bem, penso que posso dizer que cerca de oitenta por cento do livro é dedicado a toda a busca que é feita com o intuito de encontrar a Margo, desde o encontrar as pistas, até à parte em que é necessário verificar quais é que são ou não válidas e verdadeiras.
     Depois de quase 24h a conduzir, achei aquele reencontro tão agridoce, esperava que Margo desse mais reconhecimento ao Quentim depois dos mundos e fundos que ele moveu e percorreu para a encontrar e depois aquele final deixou-me com a sensação de pouco. Foi um final realista, isso não posso negar, porque – não querendo dar spoilers – depois de todo o esforço que ele fez para se certificar que ela estava realmente bem, eles acabaram por seguir caminhos diferentes. O final feliz não existiu, não na íntegra, então posso considerar aquele final tão realista quanto possível, porque a realidade é mesmo assim, por vezes as pessoas precisam de caminhar por rotas diferentes porque cada um toma as suas próprias escolhas.
     A escrita do autor nunca desilude, continua a ter os ingredientes perfeitos para fazer com que, apesar de tudo, valha sempre a pena ler as suas obras porque conseguimos retirar sempre alguma coisa positiva delas.
     Por momentos ponderei dar-lhe quatro estrelas, mas estaria a ser injusta perante outros livros aos quais tenho dado essa classificação porque este livro não foi, nem de perto nem de longo, o que eu esperava e aquele final continua a deixar-me com o pensamento de que merecia mais, então dou-lhe três estrelas porque foi uma leitura agradável mas pouco mais do que isso.

Classificação: 
Playlist:
E vocês, já leram este livro ou viram o filme? 

15 comentários:

  1. Estava a ler a tua opinião e a lembrar-me do À Procura de Alaska, até que referes isso mesmo. É porque deve mesmo ter muito em comum. Por isso não será das minhas próximas leituras ;)

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    1. Olá,
      Sim, eu pessoalmente notei ali umas semelhanças na construção das personagens, não sei se é hábito do autor mas não gostei muito desse pormenor. Vale a pena ler nem que seja pela mensagem que nos passa, mas tirando isso. Este livro também tem tido opiniões muito controversas, há quem goste muito e quem goste pouco, creio que depende da experiência de cada leitor. :)
      Beijinhos.

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  2. Olá :)
    Eu deste autor só li A Culpa é das Estrelas e como me desiludiu fiquei sem muita vontade de ler outros livros dele. Ainda comecei a ouvir o audiobook deste mas não me convenceu. Mas acho que vou ver o filme eheh, assim sempre fico com uma ideia melhor da história.
    Beijinhos e boas leituras

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    1. Olá,
      Eu nunca li A culpa é das estrelas e tive momentos em que quis, mas penso que essa curiosidade foi-se desvanecendo com o tempo. Vi o filme e gostei muito, mas pronto. :)
      Pois, pode ser que ao veres o filme até fiques com curiosidade em relação ao livro, nunca se sabe.
      Beijinhos.

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  3. Olá Tânia,
    Tenho que ler este livro ando a adiar mas tenho mesmo que o ler. Gostei muito da tua opinião.
    Beijinhos e boas leituras.

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    1. Olá,
      Acho que apesar de tudo, é um livro que não deixa de valer a pena ser lido, mais que não seja pela mensagem que nos passa. :)
      Beijinhos.

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  4. eu já não estava com muita vontade de ler este livro e agora com a tua opinião acho que o vou tirar da minha lista lol obrigada ;)

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    1. Olá,
      Isto é um livro que tem tido direito a opiniões muito controversas, ora há quem goste muito e quem goste menos, mas pronto, penso que apesar de tudo vale a pena ler nem que seja pela mensagem que nos transmite. :)
      Beijinhos.

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  5. Olá!
    Jonh Green é um autor que me desiludiu bastante e desde que li o único livro dele, nunca mais tive vontade de ler mais nada. Já vi boas críticas deste (e de outros) livro, mas acho que não é um autor para mim.
    De qualquer forma ainda bem que tiveste uma leitura agradável.

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    1. Olá,
      Pois, o próprio autor tem quem goste muito dele e quem não goste assim tanto, acaba por se tornar um escritor um pouco polémico por isso mesmo. :)
      Sim, apesar de tudo foi uma leitura agradável.
      Beijinhos.

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  6. Gostei do livro por isso mesmo, por ser realista :)

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    1. Olá,
      Pois, lá realista ele é, mas sinto que faltou qualquer coisa. :)
      Beijinhos.

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  7. Olá,
    Sinceramente já tive mais curiosidade com o livro do que agora. Neste momento não o pretendo ler mas talvez um dia.
    O único livro que li do autor foi "A culpa é das estrelas".
    Beijinhos

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    1. Olá,
      Pois, eu quis muito lê-lo porque entretanto também saiu a adaptação cinematográfica e quero imenso vê-la, mas queria primeiro ler o livro, então. :)
      Eu esse não li, só mesmo este e o À procura de Alaska, mas confesso que não me sinto muito curiosa em relação a todos os livros deste autor, só mesmo alguns.
      Beijinhos.

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  8. Eu li "A Culpa é das Estrelas", muito tempo depois de ser moda e realmente as expectativas que se criaram à volta deste autor, não compreendo. Acho que é mesmo apenas muito bom marketing. Não é que o livro tenha sido mau, não foi, mas também não foi nada de inesquecível e daquelas leituras em que nos agarramos de tal maneira que já nem conseguimos pousar o livro.

    Já ouvi falar muito bem dele, já ouvi falar muito mal. Nada melhor que ir tirar as minhas próprias conclusões. Felizmente a minha biblioteca tem alguns livros dele, assim quando tiver virada para este tipo de leituras vou lá e requisito um para ver afinal como é os outros livros dele :)

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